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Tudo sobre o parto humanizado

Parto humanizado
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Somente uma observaçao curiosa antes de iniciar a leitura, hoje, quase 4 meses depois de publicar esse artigo eu me emocionei em ler as primeiras linhas, eu realmente nasci para ser mae e sabia o que eu queria  e o que meu bebê queria.  a Aimée veio 12 dias após essa publicaçao da maneira mais humanizada e natural possível. Uma experiência única e que vale um post dedicado só ao parto, e que virei construir brevemente, mas de momento já digo, leiem e acreditem vale a pena, e é simplesmemte a coisa mais mágica dessa vida. Dar a luz à vida!

Como estou querendo dividir toda essa minha experiência maternal com vocês, pesquisei bastante, conversei com profissionais da área, pessoas que ja realizaram os tipos de partos participando de fóruns, grupos e etc, mas acho que já nasci com meu instinto maternal bastante aguçado e parece que sempre soube o que quero quando o assunto é maternidade e tudo isso só me trouxe mais certeza, mas como esse é um post mais informativo que qualquer outra coisa, me preocupo em trazer toda a informação possível, trago tudo o que posso e mais um pouco para vocês em relação a esse tema pois tenho visto e ouvido muita muita coisa a respeito dos tipos de partos, loucura, insanidade, pode não pode, absurdos obstétricos e isso só me faz pensar que falta um pouco mais de informação a respeito de tudo isso, até mesmo em casa e na roda de amigos.  Como estou já no ponto em que deve-se planejar o parto decidi me dedicar um pouco mais a isso e escrever sobre o tão falado  parto natural ou “Parto Humanizado”.  Cada vez mais vemos esse termo nos grupos de discussão de parto, nas redes sociais, nos sites dos profissionais que prestam atendimento obstétrico e na mídia em geral. Mas a verdade, é que pouquíssima gente sabe realmente o que  significa o parto natural e mais que isso, o que significa humanizar a assistência ao parto. Saiba que o parto humanizado vai muito além do simples parto normal e não pode ser considerado como mais um tipo de parto, mas sim um processo para o nascimento e uma forma de respeito ao tempo da mulher e do seu filho.

A escolha pelo parto humanizado tem crescido muito nos últimos anos no nosso país e pode ser realizado em casa, na maternidade ou no centro cirúrgico. Ele representa uma escolha sua e a forma de como quer ter o seu bebê. O parto humanizado não é uma técnica de parto. Não é o mesmo que parto domiciliar, e também não é o mesmo que parto natural. Independente do local ou das intervenções, o parto pode ser humanizado. Assim como pode haver parto em casa ou parto natural que não é humanizado.

Complicado? Calma, vou tentar explicar por partes…

  • O que significa um parto humanizado?

O parto humanizado pode acontecer em um hospital, casa de parto ou na casa da parturiente, com equipe que assista a mulher com base em evidências científicas, sem terrorismos desnecessários. O parto humanizado pode ser natural ou pode precisar de intervenções, a pedido da mulher (como a analgesia por exemplo) ou por indicação do profissional que está assistindo ao parto.

A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher. O parto humanizado, no Brasil, é uma nova forma de lidar com a gestante respeitando sua natureza e sua vontade.

Tão importante quanto os procedimentos médicos também é a atenção e cuidado com o delicado momento em que mãe e filho estão vivendo. Uma diferença marcante dessa nova forma de parto são os procedimentos, muitas vezes não necessários, de rotina usados nos hospitais como indução do parto, corte do períneo (episiotomia), uso de anestesia, parto cirúrgico (ou parto cesárea). Esses e outros procedimento são utilizados apenas quando a gestante e seu cuidador concordam na manobra a ser feita, isto é, a gestante participa ativamente do processo.

Seu cuidador orienta-a e ajuda-a nos momentos necessários. O papel de cuidador pode ser atuado pelo marido ou companheiro da gestante, doula e outros profissionais da área médica. Além do acolhimento físico, seu cuidador se preocupa e age ativamente no acolhimento emocional da gestante.

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Antes, durante e após o parto a intervenção médica ocorre apenas quando a situação exige e não por praticidade. Como cada ser humano é único, com suas peculiaridades, o parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa do cuidador estar preparado para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem. Por isso, no parto humanizado não existe um procedimento específico ou normas rígidas a serem adotadas. Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito no Brasil. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira, parto em domicílio etc. Não é isso turma, entendam…

O parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê mas sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós parto.

Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.

Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível. Deixar a mulher a vontade e a “coisa” fluir naturalmente…

É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.

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Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso.

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  • Todo parto normal é humanizado?

Não, necessariamente. Basta observar a lista de potenciais procedimentos que podem ser feitos em um parto normal, e não em um humanizado, para perceber a diferença. Entre eles, estão a anestesia/analgesia, múltiplos exames vaginais, monitoramento permanente dos batimentos cardíacos fetais e da contração uterina por meio eletrônico, posição fixa e não anatômica da mãe durante o processo, jejum, o uso do soro e de medicamentos para controlar a contração (para aumentar ou diminuir), episiotomia, uso de fórceps, manipulação do bebê (aspiração mecanizada de vias aéreas, entre outras), luz e ruídos excessivos, limitação de movimentação, “lavagem” intestinal, depilação da região genital. Depois de tantas intervenções, fica difícil atribuir o adjetivo humanizado ao ato de dar à luz. Mas, o mais preocupante é que, em muitos hospitais, tais procedimentos se tornaram de rotina, independentemente de serem necessários ou não, e são realizados sem consulta prévia à grávida ou a seus familiares. Daí a tendência das mulheres exigirem um parto mais humanizado.

  • A parte Fisiologica da coisa:

Fisiologicamente falando, o parto pode ser compreendido como uma cadeia sutil de hormônios que vão acionando um ao outro e conduzindo o trabalho de parto e o nascimento. Todo esse processo é controlado por estruturas cerebrais primitivas, onde se encontra o chamado sistema límbico, composto por estruturas como o tálamo, o hipotálamo, a glândula pituitária e a hipófise.

Esta estrutura está presente não só nos humanos, mas também em todos os mamíferos; e é no cérebro primitivo que o trabalho de parto se inicia, com a liberação de vários hormônios; entre eles, a ocitocina e a prolactina.
Desse modo, o parto normal acontece sozinho, guiado pelo próprio corpo. Rompimento de bolsa, dilatação, contrações, etc., são ações involuntárias que acontecem graças a esta cadeia hormonal. É importante ressaltar que o cérebro reconhece apenas os hormônios produzidos pelo próprio corpo. Hormônios sintéticos não produzem o mesmo efeito e podem atrapalhar ou até impedir a delicada seqüência entre eles.

Sob este ponto de vista, o parto é algo extremamente simples, pois se é controlado por hormônios e ações involuntárias, não há nada que a mulher possa fazer para impedi-lo de acontecer.

Então por que existem várias mulheres com partos longos e demorados, mulheres que não conseguem ter a dilatação necessária, entre outros problemas corriqueiramente relatados?

Porque os humanos possuem uma estrutura muito complexa, que diferencia o cérebro humano do de outros animais, o chamado neocórtex. O neocórtex é o controlador de toda a atividade intelectual, a memória, os conhecimentos, as experiências e habilidades.

Esta parte do cérebro também é responsável pelas inibições das atividades sexuais, e o parto é uma atividade sexual. Como a gestação foi originada em uma relação sexual, o parto é a finalização desse processo e encerra em si, esta essência. Os mesmos hormônios do sexo estão envolvidos no processo de parir.

Além do hormônio ocitocina, os humanos possuem um sistema de recompensas que entra em atividade cada vez que são realizadas tarefas necessárias para a sobrevivência da espécie, como se alimentar, amamentar ou fazer sexo; tarefas controladas por hormônios do cérebro primitivo.

A ocitocina é produzida pelo hipotálamo, absorvida pela pituitária posterior e excretada na corrente sanguínea em condições específicas. Até pouco tempo, os cientistas achavam que este hormônio fosse algo exclusivamente feminino, que servia apenas para estimular as contrações uterinas durante e após o parto, e das mamas para a amamentação. Mas hoje se sabe que está envolvida em todos os aspectos da vida sexual masculina e feminina.

Da mesma forma, não ocorre parto sem ocitocina. Poucos instantes após o nascimento, a mãe tem o maior pico de ocitocina da sua vida, que ajuda no não sangramento do útero e ativa um comportamento maternal na mulher, completamente autruísta.

Ela e seu bebê estarão transbordando hormônios do parto e do amor, e entrarão em um equilíbrio hormonal perfeito, que nunca mais ocorrerá. Esse período é crucial para a formação do primeiro vínculo entre mãe e filho, já que todos esses hormônios agem de forma que eles criem um estado de dependência mútua e comecem a construir uma relação de amor e afeição.

Não existe nada mais poderoso e intenso do que todo coquetel hormonal que o corpo da mulher produz em trabalho de parto. Em nenhuma outra fase da vida, o corpo da mulher chegará ao ápice de ocitocina  como chega no auge do trabalho de parto. Toda mulher, que é deixada em paz independente de quanto tempo precise, produzirá ocitocina em quantidade suficiente para o processo do trabalho de parto. A ocitocina também é liberada quando estamos amando, apaixonadas, quando olhamos para nosso bebe, quando amamentamos. Toda gota de ocitocina endógena (produzida pelo próprio corpo da mãe) não é em vão. Mesmo mulheres que acabem precisando de uma cesárea intra-parto, se beneficiam e beneficiam a seu bebe por ter recebido toda essa ocitocina.

Além da ocitocina, o corpo da mulher também libera outros hormônios, como a endorfina. A endorfina é o hormônio responsável pelo alívio da dor e pelo bem-estar. E o mesmo hormônio que liberamos após o ato sexual, quando sentimos aquele bem estar corporal após o orgasmo. A endorfina também é liberada após exercícios físicos. Mas apenas durante o trabalho de parto, a quantidade de endorfina liberada no corpo da mulher em conjunto com a ocitocina, é capaz de transporta-la para outra dimensão. Portanto, quando deixamos uma mulher em paz para vivenciar seu trabalho de parto podemos vê-la totalmente mergulhada em seu interior, olhos fechados, boca aberta, movimentando seu corpo como se estivesse dançando ao som de uma música que só ela consegue ouvir.

Quando se aproxima do nascimento, uma grande injeção de adrenalina é liberada na corrente sanguínea da mulher. Essa adrenalina toda permite que a mulher tenha toda força e vitalidade para colocar seu bebe no mundo. Essa combinação de ocitocina, endorfina e adrenalina, além de outros hormônios também envolvidos no processo, promovem uma sensação imediata de alegria e bem-estar, beneficia mãe e bebê facilitando a criação do vínculo entre ambos, favorecendo a amamentação e reduzindo as chances de baby-blues, tristeza materna e depressão pós-parto.

Além de tudo isso, vivenciar o trabalho de parto garante que o bebê está maduro (salvo partos prematuros que podem acontecer por alguma intercorrência na gestação). Portanto vivenciar um trabalho de parto garante que estará na hora certa do bebê nascer.

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  • A Dor do parto

A dor vem em ondas e o processo do trabalho de parto é uma grande onda. E quando atinge o pico mais alto desta onda, a mulher se entrega. Se joga. E deixa o bebê nascer. Este é o primeiro grande aprendizado da maternidade: não temos controle sobre tudo. E não teremos. E vai passar.
Muito se discute no meio científico sobre a dor do parto. Será que esta dor é fisiológica ou não passa de um condicionamento cultural? Hoje os cientistas aceitam que exista sim uma dor fisiológica, própria de todas as mudanças bruscas que ocorrem repentinamente durante o trabalho de parto.

Porém, também foi descoberto que o corpo é capaz de produzir opiáceos, muito semelhante ao obtido das sementes de papoula e que funcionam como analgésico natural, diminuindo ou até mesmo extinguindo as dores do parir. Durante o trabalho de parto, endorfinas e opiáceos são secretados na circulação sanguínea para diminuir as dores e aumentar a alegria e a felicidade das mulheres por estarem parindo. As endorfinas são, portanto, hormônios coadjuvantes do parto.

Da mesma forma que existem hormônios que auxiliam no bom andamento de um parto, há também os hormônios que atrapalham, os chamados antagonistas. Os antagonistas são da família da adrenalina, hormônio excretado em situações de perigo, e que prepara o corpo do animal para a fuga ou para a luta. Basicamente, a adrenalina desvia grande parte do sangue do organismo animal para as patas, para que este animal, tomando a decisão de lutar ou fugir, tenha oxigênio suficiente em seus membros para agir. Se uma fêmea de mamífero se sentir ameaçada enquanto estiver em trabalho de parto, a liberação de adrenalina tende a parar o processo do parto, adiando-o, para dar à mãe energia para lutar ou escapar.

  • A adrenalina

Os efeitos da secreção de adrenalina são mais complexos durante o processo de nascimento. Durante as útlimas contrações antes do nascimento, tanto a mãe quanto o bebê chegam a um pico de liberação de adrenalina. Algumas parturientes podem apresentar ondas súbitas de medo irracional (não se sabe medo do que ou de quem) ou agressividade contra algum objeto ou pessoa.

Um dos efeitos dessa súbita liberação é para que a mãe fique alerta quando seu bebê nascer, para que tenha energia o suficiente para proteger a sua cria. Isso ocorre não só nos humanos, mas em todos os mamíferos.

Outro efeito dessa liberação de adrenalina, para o feto, é que o bebê está alerta quando nasce, com os olhos bem abertos e pupilas dilatadas; e a mãe fica fascinada com o olhar do seu recém-nascido. Parece que, para os humanos, este contato olho no olho é uma característica importante no começo do relacionamento mãe-bebê.

É importante esclarecer com isso que até mesmo os hormônios da adrenalina – normalmente vistos como hormônios da agressão – têm um papel específico e importante a desempenhar na interação entre a mãe e o bebê na primeira hora após o parto.

  • Alterando a consciência

Quando o neocórtex está super ativo, tende a inibir o cérebro primitivo. Durante o trabalho de parto, há uma fase em que a parturiente se torna mais silenciosa, introspectiva, pára de conversar ou rir e de repente, parece estar “em outro planeta”. Isso nada mais é do que uma desativação do neocórtex, algo muito necessário para que o trabalho de parto possa culminar no parto. Embora a descarga de adrenalina seja muito necessária para o parto, ela não deve ocorrer antes da hora exata. Da mesma forma, o neocórtex deve ser protegido de todas as formas possíveis de estímulos, para que o parto possa se concentrar no cérebro primitivo e se desenvolver da melhor forma possível.

  • As intervenções

Sempre que a parturiente não tem suas necessidades respeitadas, o parto é prejudicado de alguma forma, seja com o aumento da intensidade das dores, seja com parada de progressão ou com redução da abertura uterina. O orifício uterino tem o tamanho de uma cabeça de palito de fósforo, e deve alcançar uma dilatação de dez centímetros para que o bebê consiga passar.Infelizmente, são poucos os profissionais que têm conhecimentos sobre os fatores que influenciam negativamente um parto normal, e para apressar um desfecho, apelam para medidas amplamente difundidas e que acabam prejudicando ainda mais o parto. Dentre as intervenções mais comuns, podemos citar:

a) Posição de litotomia: O peso do útero comprime a veia cava resultando em menor oxigenação para o bebê, o que pode levar ao sofrimento fetal.

b) Limitação dos movimentos: Quando obrigada a permanecer na posição ginecológica, as dores da paciente tendem a se multiplicar, chegando mesmo a se tornarem insuportáveis. Se tiver as pernas para cima, amarrada ou apoiada em perneiras, a força que poderia ser muito útil no expulsivo é diminuída consideravelmente, e pode haver compressão das veias da mulher, o que resulta em perda da sensibilidade das pernas ou até mal-estar.

c) Ocitocina sintética: Ao ser ministrada, a ocitocina sintética faz com que as contrações deixem o seu ritmo natural e tomem um ritmo alucinante, aumentando potencialmente as dores para a mulher e aumentando as chances de sofrimento fetal.

d) Epidural: A mulher pode deixar de sentir as contrações e não terá consciência da hora “de fazer força”, o que acarreta o uso de fórceps e de episiotomia. O uso do anestésico pode prejudicar o bebê.

e) Episiotomia: Já foi provado, por vários estudos, que o corte realizado no períneo não tem a função protetora que se acreditava. Uma episiotomia aumenta a perda sanguínea de 300 ml para 500 ml. Quando epissiorrafada de maneira incorreta pode causar deformação na vagina, dor ao se sentar, evacuar e durante o ato sexual, perda do controle urinário, etc.

f) Obrigação do jejum de líquidos e alimentos: A mulher pode e deve ser alimentada e hidratada durante seu trabalho de parto, se assim se sentir confortável. A falta de alimentos e líquidos pode levar à desidratação, perda da força, hipoglicemia e desmaio.

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Outros beneficios do parto normal fisiológico. Alem do coquetel de hormônios que ja citei anteriormente, temos uma serie de benefícios do parto normal que vão alem… entre eles:

Passagem do bebe pelo canal de parto

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Quando a dilatação se completa e as contrações conduzem o bebe para o canal de parto, uma incrível vontade de empurrar esse bebe pra fora acontece. A passagem do bebe pelo canal de parto, que é muscular e elástico, permite que qualquer resíduo de líquido aminiótico presente no pulmão do bebe seja eliminado devido a forte pressão positiva que é feita no torax do pequenino. Um bebe que nasce por via cirurgica invariavelmente poderá ter a sindrome do pulmão umido, o que muitas vezes, se não leva-lo a uti, poderá se manifestar futuramente como problemas respiratórios.

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Além disso, quando o bebe passa pelo canal de parto, todo seu corpo, inclusive seus orificios (nasal, auditivo, oral, genital e anal) serão colonizados por bactérias da mãe. Essas bactérias serão o primeiro estímulo para formação do sistema imunológico do bebe.

Estudos comprovam que o simples fato do bebe passar pelo canal de parto e ser colonizado pelas bactérias da flora vaginal da mãe, ele terá menos chance de desenvolver alergias dos mais variados tipos e obesidade.

Imprinting e vínculo mãe-bebê

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Quando o bebe nasce e é imediatamente entregue pra sua mãe, todo aquele coquetel hormonal  que inundou mãe e bebe proporcionará o imprinting que é nada mais que o reconhecimento de ambos. Sabe aquele olhar de um para o outro de “ahh era voce o tempo todo!”. Então… é isso. Só em um parto normal fisiológico com equipe que entregue o bebe imediatamente para contato pele a pele com a mãe antes de qualquer procedimento, por tempo indeterminado, pode proporcionar o imprinting. Dizem que só quem passou por isso sabe… (pretendo saber em breve daí eu conto! rs)

Descida do colostro e amamentação

Quando uma mulher passa por um parto normal fisiológico, o coquetel hormonal vai beneficiar a descida do colostro e a amamentação. Além disso, por sentir-se inteira, a mulher consegue adotar diversas posições que irão favorecer a pega do seio pelo bebê. Em contra-partida, em um parto normal fisiológico e sem anestesia, o bebê nasce mais ativo e portanto o vínculo mãe-bebê  é facilitado e consequentemente a amamentação também.

Estar inteira para cuidar de um recém-nascido e de tudo o mais

Vivenciar um parto normal fisiológico, além de ser uma experiência marcante, inesquecível, proporciona que a mulher esteja fisicamente bem. A recuperação muitas vezes é imediata, e muito mais rápida do que a recuperação de  uma mulher que passou por uma cirurgia cesariana.

Futuro obstétrico (e ginecológico)

Uma mulher que vivencia um parto normal fisiológico, garante um melhor futuro obsétrico. As chances de aborto, de gravidez ectópica, de placenta prévia, de descolamento de placenta, de acretismo placentário são muito menores de acontecer em quem teve parto normal fisiológico em comparação com quem teve cesárea. Além disso, mulheres que sofrem com cólicas menstruais, relatam redução na intensidade e duração após o parto normal fisiológico (as minhas desapareceram!).

  • E finalmente… O papel da Doula

Sentir-se apoiada, amparada, cuidada em um parto normal fisiológico, com equipe que respeite a parturiente, é possível a participação do acompanhante que a mulher escolher, e até de uma doula. É um momento que a parturiente poderá ser acolhida, apoiada, amparada e cuidada. Não tem coisa mais gostosa do que ser cuidada. A experiência pode ser tão marcante que facilitará o entendimento da maternidade para essa mulher. O sentido de cuidar, de doar-se para quem precisa dela, no caso o bebê que vai nascer. A doula, quando bem treinada e ciente de seu papel, pode oferecer conforto psicológico, físico e emocional para a parturiente, bem como alívio das dores, dos medos e das desconfianças.

Mas esse é outro assunto interessantíssimo e que eu estou fascinada em conhecer, tenho muito pra contar portando, será o nosso próximo assunto dedicado à esse tipo de trabalho e apoio …

E aí, gostou, se interessou? Abaixo segue algumas fontes de informações, e indicações de leituras que podem ser úteis a vocês também,

Tem dúvidas ou sugestões? Mande pra gente! contato@agathalupo.com.br

– O Renascimento do parto o filme

– Cristiane Tarcinalli Moretto Raquieli  e Camila Raquieli do blog: http://partohumanizadoararaquara.blogspot.com.br E do Livro “Filhos da Primavera

– Gisele Leal de ” Mulheres Emponderadas “

– Ingrid Savastano Becker